terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Língua chinesa deve passar inglês em 5 anos

Por Murilo Roncolato

A internet se aproxima dos seus 2 bilhões de usuários ao mesmo passo que o idioma pela qual nasceu está ameaçado de perder a hegemonia na rede.

Nos próximos cinco anos a língua chinesa vai passar o inglês e será a dominante na internet. Essa é a previsão do The Next Web baseada em tendências retiradas da observação de dados sobre o uso dos diferentes idiomas nos últimos 10 anos. Dados de 2010 mostram que 27,3% dos usuários de internet usam a língua inglesa para se comunicar (aumento de 281,2% nos últimos 10 anos), enquanto 22,6% o fazia em chinês (crescimento de 1.277,4% entre 2000 e 2010; 36 milhões só no último ano).

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Atualmente são 445 milhões de pessoas falando em chinês na rede, enquanto no idioma inglês esse número é de quase 537 milhões (tendo a China mais de 1,3 bilhões habitantes), uma diferença de 92 milhões. O prognóstico de cinco anos é possível ser feito em função da penetração da internet entre os falantes da língua. Com a língua inglesa é de 42%; já o chinês tem 32,6%. A conclusão que se tira disso é que o idioma chinês tem mais espaço para se expandir do que o seu “rival”.

Confira o infográfico criado pela TNW:

Novo chip dará mais seguranças a filmes de Hollywood

Por Agências

Os novos chips da Intel, alardeados como seu maior avanço em termos de poder de processamento, incluem recursos integrados de proteção a conteúdo para dar mais segurança aos estúdios de Hollywood na oferta de filmes aos consumidores.

A Warner Bros Digital Distribution, da Time Warner, e outros estúdios planejam oferecer filmes de alta definição aos consumidores cujos computadores usam os chips, conhecidos pelo codinome Sandy Bridge, no mesmo momento em que os títulos sejam lançados em DVD, disse Mooly Eden, vice-presidente da Intel, à Reuters na semana passada.

“Conseguimos desenvolver uma solução completa que permitirá que conteúdo premium seja transmitido em formato stream (a computadores dotados de chips Sandy Bridge)”, disse Eden em entrevista. “Estamos fechando os acordos (com os estúdios e distribuidores de conteúdo) para disponibilizar o recurso.”

Os processadores, que começaram recentemente a serem embarcados para os fabricantes de computadores, são uma grande aposta em meio à economia fraca dos Estados Unidos e à demanda lenta dos consumidores por computadores pessoais.

Além de proteger estúdios contra a pirataria, os chips, que a Intel divulgará na feira Consumer Electronics Show, esta semana em Las Vegas, incluem processamento multimídia melhorado.

O Sandy Bridge, que será vendido com a marca Intel Core, pela primeira vez une processamento central e processamento gráfico numa mesma placa, o que o torna mais rápido e reduz seu consumo de energia, além de provavelmente tornar o dispositivo mais lucrativo para a companhia.

A Intel, cujos processadores acionam oito em cada 10 computadores mundiais, disse que as capacidades gráficas do Sandy Bridge são boas o bastante para os usuários casuais de videogames.

Embora os concorrentes discordem, Eden diz que o Sandy Bridge tornará desnecessárias as placas gráficas mais baratas instaladas em muitos computadores, o que poderia reduzir o custo para os fabricantes.

“Temos mais de 500 projetos de notebooks e computadores de mesa conquistados. Vocês verão muitos deles, de máquinas para uso múltiplo a grandes máquinas para videogames e notebooks”, disse Eden.

/ Noel Randewich (Reuters)

Google fará banca de revistas digital para combater Apple

Autor(es): Russell Adams e Jessica E. Vascellaro | The Wall Street Journal
Valor Econômico - 04/01/2011


O GoogleInc. e a AppleInc. esquentaram a briga para atrair editoras, já que as duas empresas querem se tornar o principal distribuidor de jornais e revistas para computadores tablet e outros eletrônicos portáteis.

O Google está tentando atrair o interesse das editoras com uma banca eletrônica para usuários de seu software para celulares e tablets Android. Com a iniciativa, a gigante da internet tenta alcançar a Apple, que já vende versões digitais de várias revistas e jornais importantes em sua loja iTunes.

A banca eletrônica contaria com aplicativos de empresas de comunicação que oferecem versões de suas publicações para smartphones ou tablets que usam o Android, dizem pessoas a par da situação. O Google espera lançar o serviço, em parte, para fornecer uma experiência mais consistente para as pessoas que querem ler periódicos nos aparelhos com o Android, e também para ajudar as editoras a faturar com seus aplicativos, disseram as pessoas.

Executivos de comunicação que já discutiram o assunto com o Google dizem que os detalhes da iniciativa e o cronograma ainda são vagos. Eles acrescentam que é possível até que a iniciativa não vingue.

O Google discutiu seus planos com várias editoras, como a Time Inc., da Time WarnerInc., a Condé Naste a HearstCorp., segundo as pessoas a par do assunto. As editoras não quiseram comentar ou confirmar negociações.

Nas últimas semanas, dizem as pessoas cientes das conversas, o Google informou às editoras que aceitaria uma fatia menor de qualquer venda que usar os aplicativos do Android, contra os 30% que a Apple geralmente cobra de cada venda no iTunes. O Google também propôs fornecer às editoras certos dados pessoais dos compradores de aplicativos, para ajudá-las a oferecer produtos ou serviços relacionados.

No Google, a iniciativa da banca eletrônica é encabeçada por Stephanie Tilenius, vice-presidente de comércio eletrônico, segundo pessoas a par da situação.

"Já dissemos várias vezes que estamos conversando com as editoras sobre maneiras de trabalharmos juntos, como meios de ajudá-las com tecnologia para serviços de assinatura. Não temos nenhum comunicado específico no momento", afirmou o Google.

Enquanto isso, a Apple prepara várias mudanças no iTunes para solucionar as frustrações das editoras com a loja digital, segundo pessoas familiarizadas com a questão. Entre as mudanças, a Apple vai facilitar que as editoras vendam assinaturas no iTunes, além das edições individuais, mas continuará a ficar com 30% do preço. Isso permitiria que as editoras oferecessem descontos para assinaturas de longo prazo, como fazem com as versões impressas. E, como cada nova edição seria enviada automaticamente ao iPad ou outro tablet do assinante, a editora não teria de depender tanto das visitas de possíveis compradores ao iTunes.

A Apple planeja compartilhar mais dados sobre quem baixa o aplicativo de uma editora, informação que as editoras podem usar para fazer marketing. Segundo uma pessoa a par da questão, a Apple pediria ao assinante de uma versão para o iPad de uma revista ou jornal permissão para compartilhar com a editora dados pessoais como nome e e-mail.

Algumas editoras continuam insatisfeitas com esse acerto porque acham que poucas pessoas vão querer compartilhar os dados, segundo as pessoas a par da situação.

Há vários meses que a Apple discute as mudanças com as editoras, e alguns veículos devem começar a implementá-las este ano, disseram as pessoas.

Por meio de um comunicado, uma porta-voz da Apple não quis comentar, exceto para afirmar que a loja de aplicativos está "crescendo rapidamente e tem várias publicações excelentes".

O Google e a Apple não são os únicos que buscam novas maneiras de atrair editoras para os tablets e livros eletrônicos. A Amazon.comInc. começou recentemente a permitir que as pessoas leiam edições de periódicos disponíveis para seu livro eletrônico Kindle em aplicativos do Kindle para aparelhos com Android. A rede americana de livrarias Barnes & NobleInc. começou a vender assinaturas eletrônicas de revistas e jornais digitais para seu novo aparelho de e-books com tela colorida, o Nook Color.

A News Corp., dona do Wall Street Journal, começou a tentar atrair editoras para uma banca eletrônica em que as pessoas podem pagar para acessar versões digitais das publicações de várias editoras, mas engavetou o projeto no terceiro trimestre.

A competição que sobrou pode acelerar a migração dos periódicos para os tablets, criando novas maneiras de as editoras comercializarem seus títulos e propiciando mais controle sobre as vendas. Uma batalha parecida entre Google, Amazon, Apple e Barnes & Nobble já começou a transformar o mercado crescente de livros digitais, ajudando as editoras a ganhar mais flexibilidade de preço para seus títulos.

Embora muitas empresas de comunicação tenham corrido para criar aplicativos de iPad e tablets com o Android, elas afirmam que a atual incapacidade de vender assinaturas no iTunes, a falta de dados sobre quem compra os aplicativos e termos desfavoráveis estão impedindo que invistam mais na iniciativa. Algumas editoras afirmam que os dados pessoais são essenciais porque permitem identificar os compradores como novos clientes antigos ou novos, para que elas possam vender acesso a outros títulos impressos, na internet ou em outros aparelhos.

Enquanto algumas editoras pressionam a Apple a ajudá-las a vender mais assinaturas, muitas ainda relutam em fazer isso nos termos da empresa de tecnologia. A Apple informou às editoras que vai continuar insistindo na venda de assinaturas só para o iPad na loja iTunes, segundo pessoas a par da questão. O resultado disso é que algumas editoras afirmam preferir não oferecer uma assinatura só para o iPad, mas criar um pacote com um aplicativo da empresa para seus produtos, para que possam usar seu próprio sistema de pagamentos.

Outras afirmam temer que a Apple dificulte encontrar aplicativos que não usam seu sistema de pagamentos, segundo essas pessoas.

A Apple não quis comentar.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dicas de Quadrinhos


AO CORAÇÃO DA TEMPESTADE
AUTOR Will Eisner
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 42 (216 págs.)
Você pode até não saber explicar, mas provavelmente vai sentir que está diante de alguma coisa especial ao ler esse gibi. Não é para menos. O autor é, por acaso, o pai do gênero da "graphic novel" e, também, o maior quadrinista do século passado. Uma dica: repare em como os quadrinhos se fundem sutilmente, quase sem ser necessário usar linhas para dividi-los. Nessa HQ autobiográfica, o mestre leva os leitores até o temporal que foi a Segunda Guerra.




CORALINE

AUTOR P. Craig Russell
EDITORA Rocco
QUANTO R$ 48 (188 págs.)
Não é como o livro nem é parecido com o filme. Nessa adaptação de "Coraline", o premiado quadrinista P. Craig Russell conta a história assustadora criada por Neil Gaiman usando os recursos dos gibis a seu favor. A poesia do texto original está lá, quando um cheiro é descrito como "velho" e "lento". E há também a riqueza visual garantida pelo traço realista. Acompanhe Coraline nessa HQ conforme ela luta contra o mal escondido do outro lado da porta trancada.

MONDO URBANO - VOLUME 1
AUTORES Mateus Santolouco, Eduardo Medeiros e Rafael Albuquerque
EDITORA Devir
QUANTO R$ 25 (128 págs.)
É difícil definir um bom roteiro de histórias em quadrinhos. Mas talvez esse conceito se pareça com o encontrado em "Mondo Urbano", em que o entrelace das pequenas histórias do gibi é natural e agradável, em vez de ser forçado. Diálogos inteligentes sem serem pretensiosos, cenas pesadas sem serem nojentas. E atenção ao traço, que abusa propositalmente das retículas (texturas criadas a partir de vários pontinhos juntos) sem ser ingênuo.


Divulgação
Mondo Urbano
"Mondo Urbano", o rock´n´roll em quadrinhos

O CABRA
AUTOR Flávio Luiz
EDITORA Papel A2

QUANTO R$ 38 (56 págs.)
"O Cabra" foi impresso em páginas de 38 centímetros de altura, formato incomum para um gibi. Assim como é inusitada a mistura entre cangaço e ficção científica. Ambas as excentricidades dão certo, com o talento de Flávio Luiz. A trama é pensada até os pequenos detalhes, como a língua portuguesa ligeiramente modificada mil anos depois dos dias de hoje. É um gibi violento, feito para quem gosta de heróis no estilo Rambo. Mas é, também, uma história de amor.



CREPÚSCULO - VOLUME 1

AUTOR Young Kim
EDITORA Intrínseca
QUANTO R$ 29,90 (224 págs.)
O gibi de "Crepúsculo" é o tipo de produto que vai ser vendido

apesar de qualquer crítica. Talvez por isso a falta de cuidado na hora de editar a HQ. As letras dos diálogos e dos quadros de narração, colocadas em fundos transparentes, são impressas em tipologia padrão, parecida com a Times New Roman que você usa para fazer seus trabalhos de escola. A vantagem é que a história, como os livros e os filmes já provaram, funciona. Gibi recomendado aos fãs da série.


PEIXE PELUDO
AUTOR Rafael Moralez e Rodrigo Bueno
EDITORA Conrad
QUANTO R$ 24,90 (96 págs.)
Se alguém um dia fizer a lista dos personagens mais pentelhos das HQs, por favor, inclua o protagonista desse gibi. Esse peixe passa quase cem páginas reclamando de tudo e de todos, repetindo os argumentos de sempre da contracultura. Ele fala mal do Natal, do Carnaval, das mulheres, do teatro, da literatura... Portanto, nada mais natural que, ao falar dele, as críticas predominem. Os elogios vão para a capa, peluda como o protagonista. Mas pelo menos ela não fala.

Morre Geraldine Doyle, modelo de pôster pop da 2ª Guerra Mundial

Trabalhadora serviu de inspiração para o cartaz 'We can do it', um dos grandes ícones feministas da época


Efe

WASHINGTON - Morreu em Michigan, aos 84 anos, Geraldine Doyle, a mulher que emprestou o rosto a "Rosie, a rebitadora" no famoso pôster da Segunda Guerra Mundial que posteriormente se transformou em um ícone da revolução feminista. Geraldine, que ficara viúva neste ano, morreu no último domingo, informou o asilo em que vivia.

No pôster "We Can Do It" ("Nós podemos fazer isso", em tradução livre), Geraldine aparece com o cabelo preso em um lenço e o bíceps à mostra para demonstrar que as mulheres também podiam colaborar na guerra.

Geraldine, então com 17 anos, serviu de inspiração para J. Howard Miller, autor do cartaz que posteriormente se tornou um dos grandes ícones da época. A fotografia que inspirou Miller foi tirada no período de duas semanas em que Geraldine trabalhou na metalúrgica de Ann Harbor, em Michigan.

Segundo o jornal The New York Times, a mulher desconhecia a existência do pôster até 1982, quando se reconheceu na imagem publicada em uma revista.

"Rosie, a rebitadora" teve cinco filhos, 18 netos e 25 bisnetos, e seu funeral será na próxima terça-feira.

'Tropa de Elite 2' participará de mostra do Festival de Berlim

A equipe do Festival visitou Ásia, Américas do Norte e Sul, e Europa para escolher 24 dos 50 trabalhos que serão apresentados


Estadão.com.br

Tropa de Elite 2 está na seleção de Panorama, a mostra paralela de filmes alternativos e documentários do 61º Festival de Cinema de Berlim. A lista foi divulgada nesta segunda-feira, 3, no site oficial do evento.

Divulgação
Divulgação
À esquerda Wagner Moura (Nascimento) e Emilio Orciollo Neto (Valmir) em 'Tropa de Elite 2'

A equipe do Festival de Berlim visitou a Ásia, Américas do Norte e Sul, além de países europeus para escolher 24 trabalhos - metade dos 50 filmes que serão apresentados em Panorama. "Eles fornecem um vivo insight dentro das criações do cinema mundial da chamada era da pós-crise", explica o site do Festival.

Em 2011, os documentários estão ainda mais fortes, reveladores e por isso representam um terço do programa, diz o texto de apresentação.

Além de José Padilha, que ganhou o Urso de Ouro em 2009 por Tropa de Elite, participam da mostra Lee Tamahori (Once Were Warriors) e o diretor macedônio Milcho Manchevski, além dos promissores Marie Kreutzer (Áustria), Jan Schomburg (Alemanha) e Michaël R. Roskam (Bélgica).

Retornam ao Panorama com novos trabalhos e como produtores de documentários Elfi Mikesch, Lynn Hershman Leeson, Cyril Tuschi e Rosa von Praunheim. Todos os filmes de Panorama passaram por uma triagem nas prèmiéres mundiais ou europeias.

O Queer Teddy Award, nascido a partir de Panorama, poderá premiar filmes de qualquer seção de Berlim e celebrará seu 25º aniversário.

Durante o Festival de Berlim, mais de 20 mil cineastas vão de novo participar do Panorama Audience Award, que será apresentado em 20 de fevereiro de 2011.

Programa Principal e Panorama Especial

Bu-dang-geo-rae (The Unjust) de Seung-wan Ryoo, República da Coreia com Jung-min Hwang, Seung-bum Ryoo, Hae-jin Yoo

Chang-Pi-Hae (Ashamed) de Soo-hyun Kim, República da Coreia com Hyo-jin Kim, Kkobbi Kim

Dance Town de Kyu-hwan Jeon, República da Coreia com Mir-an Ra, Seong-tae Oh

The Devil's Double de Lee Tamahori, Bélgica com Dominic Cooper, Ludivine Sagnier

Dirty Girl de Abe Sylvia, Estados Unidos com Juno Temple, Milla Jovovich, William H. Macy, Dwight Yoakam, Mary Steenburgen, Jeremy Dozier

Fjellet (The Mountain) de Ole Giæver, Noruega com Ellen Dorrit Petersen, Marte Magnusdotter Solem

The Guard de John Michael McDonagh, Irlanda/Grã-Bretanha/Argentina com Brendan Gleeson, Don Cheadle, Mark Strong

Majki (Mothers) de Milcho Manchevski, Macedônia/França com Ana Stojanovska, Vladimir Jačev, Dimitar Gjorgjievski, Ratka Radmanovic', Salaetin Bilal Mishen (Target) de Alexander Zeldovich, Federação Russa, Prèmiére mundial com Maksim Sukhanov, Justine Waddell, Danila Kozlovsky, Daniela Stoyanovich, Nina Loshchinina

Rundskop (Bullhead) de Michaël R. Roskam, Bélgica com Matthias Schoenaerts, Jeroen Perceval, Jeanne Dandoy, Barbara Sarafian, Frank Lammers

Tropa de Elite 2 - o inimigo agora é outro de José Padilha, Brasil com Wagner Moura, Sandro Rocha, André Mattos, Maria Ribeiro, André Ramiro

Über uns das All de Jan Schomburg, Alemanha, prèmiére mundial com Sandra Hüller, Georg Friedrich, Felix Knopp

Die Vaterlosen (The Fatherless) de Marie Kreutzer, Áustria, prèmiére mundial com Andrea Wenzl, Philipp Hochmair, Andreas Kiendl, Emily Cox, Marion Mitterhammer

Panorama Documentário

The Advocate For Fagdom de Angélique Bosio, France, prèmiére mundial com Bruce LaBruce, Gus Van Sant, John Waters

The Black Power Mixtape 1967-1975 de Göran Hugo Olsson, Suécia/Estados Unidos com Stokley Carmichael, Angela Davis, Erykha Badu, Harry Belafonte

BRASCH - Die Widersprüche sind die Hoffnung de Christoph Rüter, Alemanha, prèmiére mundial a seguir com Tomer Heymann, Israel, prèmiere mundial homo@lv de Kaspars Goba, Latvia

House Of Shame / Chantal All Night Long de Johanna Jackie Baier, Alemanha, prèmiére mundial com Chantal Lehner, Andreas Schwarz, Joey Arias, Sherry Vine, Gloria Viagra

Die Jungs vom Bahnhof Zoo (Rent Boys) de Rosa von Praunheim Germany, prèmiére mundial com Sergiu Grimalschi, Lutz Volkwein, Wolfgang Werner, Peter Kern, Master Patrick

Khodorkovsky de Cyril Tuschi, Alemanha, prèmiére mundial com Mikhail Khodorkovsky

Mondo Lux by Elfi Mikesch, Alemanha, prèmiére mundial com Isabelle Huppert, Ingrid Caven, Wim Wenders, Rosa von Praunheim, Monika Keppler

!Women Art Revolution - A Secret History de Lynn Hershman Leeson, Estados Unidos com Yvonne Rainer, Judy Chicago, Guerilla Girls, B. Ruby Rich, Carolee Schneeman

We Were Here de David Weissman, Estados Unidos com Ed Wolf, Paul Boneberg, Guy Clark, Eileen Glutzer, Daniel Goldstein

O que esperar do mercado de telefonia móvel no Brasil?

Autor(es): Bernardo Macedo e Cláudia Viegas
Correio Braziliense - 03/01/2011

Em outubro, o Brasil chegou a 194,4 milhões de acessos móveis, o que resulta em mais de 100,4 acessos por 100 habitantes. Mas o que o consumidor ganha com isso? Para ele, tão importante quanto o acesso, é o uso efetivo dos serviços de telecomunicações. Nesse quesito, porém, o Brasil está longe de ser destaque. Enquanto o consumo médio mensal no país gira em torno de 91 minutos, na América Latina atinge 117 minutos mensais, e, na Europa e Ásia, 157 e 212 minutos, respectivamente.

O custo elevado do serviço explica o consumo tímido, sendo que os tributos respondem por quase 30% do preço pago pelo consumidor de telefonia móvel no Brasil. Não se pode ignorar, porém, que há outro componente de peso que afeta negativamente o uso do serviço móvel: o VU-M (valor do uso da rede móvel).

É sobre esse componente que a regulação econômica deve atuar. O VU-M, ou mecanismos similares, foi usado em muitos países como forma de consolidar a telefonia móvel. Ao terminar a ligação na rede móvel, a operadora recebe VU-M da concessionária fixa ou operadora móvel que iniciou a chamada. Trata-se de remuneração para o tráfego entrante na rede móvel.

Se essa fonte de receita é importante para as operadoras móveis quando o serviço é incipiente, deve diminuir à medida que o mercado se expande, em favor do usuário do serviço. Porém, diferentemente do que se observa na experiência internacional, o VU-M no Brasil não vem apresentando queda e figura como o segundo maior do mundo.

A convivência entre uma elevada teledensidade e o baixo nível de consumo indica que não é o segmento de baixa renda que se beneficia com o VU-M. Esse consumidor, para se beneficiar das promoções, adquire dois (ou mais) chips móveis. Dado o consumo baixo de cada acesso, as operadoras alegam necessitar de VU-M elevado para compensar os custos.

Mas é justamente o alto VU-M que inibe o consumo. O alto VU-M estimula as operadoras móveis a manter elevada base de assinantes pré-pagos com baixo consumo, que geram receita com tráfego entrante. Mas são os usuários de renda mais elevada, do pós-pago, que são subsidiados com a receita do VU-M, com planos promocionais e aparelhos subsidiados.

Considerando a experiência internacional, a redução do VU-M, além de viabilizar a redução da tarifa de público, deverá impor nova dinâmica competitiva ao mercado. As operadoras precisarão focar os esforços em atrair e manter clientes para que optem por uma única operadora.

A Resolução nº 480/2007 prevê que, já em 2010, o VU-M passaria a ser apurado pelo modelo Fully Allocated Costs, sendo definido pelo RVU-M (valor de referência de uso da rede móvel). Mas, até o momento, a Anatel não instituiu metodologia para esse cálculo. A expectativa é que, com o modelo de RVU-M, o VU-M seja reduzido.

Na Consulta Pública nº 37, a Anatel estabeleceu vinculação entre o VU-M e o valor da tarifa de público em casos de arbitragem, definindo uma regra de transição para o VU-M, enquanto o RVU-M não é estabelecido. Ao incentivar a redução do VU-M, a agência parece visar à criação de regra de transição consistente com o que se quer construir. No entanto, pelo regulamento proposto, a tarifa de público será reduzida nos dois próximos anos, enquanto o VU-M seria reduzido em 85% do valor da queda nominal prevista para aquela tarifa – descompasso que amortece a redução do VU-M.

Quanto antes e quanto mais cair o VU-M, maiores os benefícios ao consumidor, principalmente o de baixa renda. Com menor VU-M, a receita com tráfego entrante se reduzirá, mas continuará expressiva. Todavia, é de esperar que os preços dos serviços passem a refletir de forma mais fiel a elasticidade-preço do consumidor.

Mesmo reconhecendo o mérito da solução intermediária, muitas manifestações à consulta pública salientaram a necessidade de mais estudos por parte da Anatel. O risco é de perder a oportunidade de incentivar quedas mais ambiciosas do VU-M que já poderiam ter ocorrido. Um redutor tímido, como o constante da CP 37, trará pouco incentivo para que as operadoras revelem o real custo das redes. Deve-se incentivar as operadoras a revelarem qual é o RVU-M, que já deveria estar sendo apurado pelo regulador.

Com a proposta da CP 37, perde-se a oportunidade de avançar na solução das distorções citadas – em que os subsídios são destinados ao consumidor de alta renda, cabendo ao de mais baixa renda ter acesso ao serviço apenas para receber chamadas – e de ampliar o uso do serviço, beneficiando o consumidor.