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domingo, 18 de setembro de 2011

Gastão: espécie em extinção!

Numa época em que só se fala em cortar gastos, um ministro chamado Gastão não deixa de ser engraçado, coisa que, no caso do sucessor de Pedro Novais, já é um grande avanço.

Seja lá quem for esse Gastão Vieira (além de deputado maranhense e amigo do Sarney, pré-requisitos básicos para comandar o Ministério do Turismo), o sujeito assume, junto com o cargo, o desafio de contrariar o verbete de dicionário que define seu nome como sinônimo de “esbanjador, quem gasta excessivamente”, igualzinho seu conterrâneo antecessor.

A piada pronta da semana – “o governo trocou um Gastão por outro” – ganhou panos quentes na versão do deputado Tiririca sobre a mudança anunciada na quarta-feira: “Todo ministro é meio gastão!”

Hoje em dia, como se sabe, ninguém é “gastão” impunemente. Não à toa, o nome próprio homônimo do adjetivo está em extinção no País. O último brasileiro assim batizado deve ter uns 40 anos, ou seja, veio ao mundo no finalzinho do chamado “milagre brasileiro”.

Naquele mundo até então de fantasia, Walt Disney já havia criado para os quadrinhos um personagem que aqui no Brasil foi chamado de Gastão (Gladstone Gander, no original em inglês). Elegante, esnobe e preguiçoso, tinha como principal característica a fama de ser “o pato mais sortudo do mundo” para azar do primo Donald, com quem disputava – sem muita cordialidade, diga-se de passagem – a herança do Tio Patinhas e o amor da Margarida.

É cedo ainda para apostar numa coisa ou noutra, mas fica aqui a torcida para que o ministro Gastão Vieira, em vez de honrar a etimologia de seu nome, seja tão-somente um pato de sorte. Quem sabe, né?

sábado, 9 de abril de 2011

O cigarro do futuro

Eram modelos diferentes, todos com design de última geração, que, um a um, o sujeito à minha frente foi tirando dos bolsos quando chegou sua vez de ingressar na área de embarque do aeroporto de Congonhas. O homenzinho despachou para exame em raio x quatro celulares que levava junto ao corpo na viagem. Não é, convenhamos, um vício como outro qualquer!

A crescente dependência do homem moderno ao telefone móvel pode ser medida em seu nível mais dramático pela crise de abstinência provocada por 50 minutos de aparelhos desligados na ponte aérea Rio-São Paulo. Tem executivo que não espera o avião tocar na pista para religar o seu, fissurado por torpedos, e-mails, mensagens de voz, um tapa qualquer no celular: “Alô, cheguei!”

Dá pena dessa gente imaginar que, no futuro, o vício em questão será considerado tão nocivo quanto o cigarro hoje em dia. Proibido esta semana nas agências bancárias do Rio – tendência já consagrada em outras cidades –, o uso do celular acabará sendo, por motivos de segurança ou pura inconveniência, restrito a ambientes privativos.

Nada de pânico, por favor! Só quando, enfim, criarem áreas para portadores de aparelhos em restaurantes terá chegado a hora de largar o vício.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

República de Bunga-Bunga

Com o dinheiro e as amigas que têm na Itália e na Líbia, francamente, não dá para entender porque Muamar Kadafi e Silvio Berlusconi não largam o osso. Por que, em vez de resistirem à pressão popular, não compram logo uma ilha e lá instalam um país só para eles? A República de Bunga-Bunga, uma nação privê de hábitos pornográficos, grotescos e politicamente incorretos!

Cá pra nós, se misturar a grana, o harém e o mau gosto dos dois num pedacinho da Indonésia ou da Bahia, o lugar vira uma espécie de paraíso dos cafajestes endinheirados de todo o mundo: sheiks, bicheiros, marajás, presidentes de confederações de futebol e de assembleias legislativas, chefes de estado e de milícias, ex-banqueiros em liberdade condicional, vilões do núcleo rico da novela das 9…

Até quando Kadafi e Berlusconi vão enfrentar as multidões descontentes nas ruas? Será que gostam mais do poder que da luxúria? Preferem cultivar o ódio nos quatro cantos do planeta a celebrar o amor naquelas festas com enfermeiras búlgaras, dançarinas brasileiras, apresentadoras de TV italianas, amigas do Ronaldinho Gaúcho e o escambau?

Nessas horas é que a gente vê quem é safado e quem gosta de safadeza, né?

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